POEMA DOS PEQUENOS REIS, de Carlos Poças Falcão

(Para a Claudia e o Joahnnes, comigo nessa praia por momentos habitada)

Sim, pequenos reis
de uma praia nua e cega de luz.
O mar vem até nós
e a multidão ao longe nos respeita e abandona
cheia de ruídos, distracção e um culpável
(mas também tão inocente) puro olvido.

O nosso reino é grande e nós somos reis pequenos
sem coroa, sem poder
e no entanto reis.
Porque – temos de o dizer – nada nos pertence
o vento passa e não o arrestamos
as ondas vão e vêm e não pagam tributo.
Somos livres – é isso! – somos livres
cumprimos a obrigação da liberdade
louvamos e servimos
somos reis pequenos de agradecer o sol
de louvar o mar e o criador do mar
servos de belezas tão simples como dunas
e nuvens.

Por isso é que a alegria tem tanto de tristeza
pois a multidão (os meus irmãos) não a entende.
Areias, mar do sul, não estranheis portanto
que eu seja um rei pequeno e perdido a chorar.

 

in Grisu 01,
Dezembro 2012

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