Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Jane Austen escreveu este ímpar romance antes de completar 21 anos, entre 1796 e 1797 (os mesmos 21 anos que me envelhecem sem ter feito nada de extraordinário), foi a sua segunda obra publicada e a mais aclamada pelo público. É a jóia da coroa de uma colecção de pedras preciosas à espera de serem apreciadas, jóia essa moldada tão cedo na sua vida. É impressionante.
         Orgulho e Preconceito apresenta uma temática muito mais analítica do que descritiva. A autora serviu como um meio para a compreensão da sociedade inglesa no século XIV. A Inglaterra vivia uma conjuntura de superficialidades e conflitos de interesses, ambos convergindo inclusive para os casamentos arranjados da época. Neste contexto é que se insere a narrativa de “Orgulho e Preconceito”, que contrapõe toda a tradição do matrimónio desta mesma sociedade.

        Elizabeth é a segunda das irmãs da família Bennet, uma família mal vista pela alta sociedade, devido ao comportamento banal da mãe, Mrs. Bennet, cujo maior desejo é ver as suas filhas mais velhas bem casadas, e  ao das irmãs mais novas, duas adolescentes fúteis. Mr. Darcy é fruto de uma linhagem influente e poderosa da sociedade aristocrática rural inglesa.
        A história tem seu início marcado na vinda de Mr. Bingley e sua família para Meryton, em Hertfordshire, desde então, Mrs. Bennet vê uma oportunidade de casar sua filha Jane, uma bela e generosa jovem e também de inserir as suas outras filhas na sociedade através de jantares e bailes promovidos pelos abastados vizinhos.
         Mr. Bingley, um homem dotado de boas maneiras e de uma personalidade gentil, porém vem acompanhado de seu amigo Mr. Darcy, cujo suposto orgulho o fez despertar a antipatia de grande parte da sociedade. À medida que se desenvolve a história, Elizabeth e Mr. Darcy, que antes nutriam entre si um ódio e um preconceito mútuo, descobrem, por meio de acidentes e fatos, que têm muito em comum; além de características que complementam um ao outro, e então, ignorando todas os julgamentos alheios, decidem prosseguir no amor que  sentiam.
Jane Austen possui um estilo que chama a atenção não pela estilística da linguagem, não possuindo grandes inversões de orações ou figuras de linguagem; e nem tem o costume da descrição. Porém, destaca-se pelo profundo estudo interpessoal e intrapessoal dos personagens, não se limitando a modelos pré-estabelecidos românticos. Cada personagem é única, respeitando cada qual sua identidade singular. Além disso, Jane Austen investe nas relações sociais existentes no âmbito inglês, com todos os interesses e superficialidades que a mesma continha,  servindo como um testemunho do comportamento e dos costumes da época. É um livro que surpreende, da mesma forma que encanta. Orgulho e Preconceito consiste é uma obra de enredo bem construído e vivo, de diálogos diretos e que lembram o género literário dramático, apesar do sentimento ainda ser algo bem “contido” nas páginas deste livro, deixando as paixões avassaladoras como uma incógnita ao leitor.
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Uma resposta a Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

  1. xxx diz:

    ela acertou em cheio !!!!

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