“Primeiro estranha-se, depois entranha-se”, Fernando Pessoa e a Coca-Cola…

Fernando Pessoa (esse mesmo, um dos nomes maiores da poesia portuguesa) foi abordado, em 1927, pela empresa Coca-Cola para criar um slogan publicitário. E escreveu: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.

O slogan foi censurado por, alegadamente, induzir o consumo de um produto com elementos de coca; ou, a não ser v

erdade, pela prática de publicidade enganosa.

Para alargar o seu mercado em Portugal, a empresa Coca-Cola encomendou em 1929 uma campanha publicitária à agência Hora, onde Fernando Pessoa trabalhava.

A censura ao slogan de Pessoa foi processada por Ricardo Jorge, diretor de Saúde de Lisboa, alegando que se do produto faz parte a coca, da qual é extraído um estupefaciente, a cocaína, não podia ser vendida ao público. Mas se o produto não tem coca, então anunciá-lo com esse nome seria publicidade enganosa. Por um lado ou por seria sempre ilegal.

Ricardo Jorge entendeu que o conteúdo do slogan criado por Fernando Pessoa era o reconhecimento da toxicidade da bebida. Se primeiro se estranhava e depois se entranhava, isso é o que sucede com os estupefacientes: a primeira vez estranham e depois ficam dependentes.

A bebida acabou por entrar em Portugal três anos depois do 25 de Abril de 1974.

No entanto, a Coca-Cola era vendida nas ex-colónias portuguesas Moçambique e Angola. Este paradoxo tem a ver com a forte influência comercial da África do Sul sobre Moçambique e, por contágio, sobre Angola.

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